Emerson Almeida

Desenvolvimento de softwares, jogos, músicas e músicas de jogos…

José Serra: um gênio ou o delírio de um louco tentando dominar o Brasil?

cerebroDifícil descrever a que ponto chegou o PSDB. O que se vê em São Paulo é o maior desespero por parte dos tucanos, temendo algo que está cada vez mais próximo do fato: a perda da administração da cidade e, em seguida, do estado. Os nomes que o partido possui para tentar suceder a administração paulistana não passam de embustes, tanto que o partido abertamente descarta qualquer atitude democrática para “escolha” de um indicado para as eleições caso Serra aceite a candidatura.

José Serra, concordando, passa de antemão um cheque sem fundos ao eleitorado da cidade de São Paulo. Só faltava dizer:

-“Ó, amiguinhos! Votem em mim para prefeito mas não vou ficar muito tempo ali não. É só até chegar a campanha para presidente da república e aí vocês votam em mim de novo, tá? E se alguém questionar minha decisão, é trololó petista.”

O enredo não é novo. Ele vem com a proposta de não entregar a cidade na mão do PT, somado à possibilidade de 48% do eleitorado votar em um candidato indicado por Lula (vencê-lo seria sua glória). Como se a presença de Serra na disputa fosse causar alguma mudança nesse percentual.

Seu trabalho vai se concentrar nos 52% dos eleitores que “não votariam no candidato do Lula” mas isso significa que ninguém desse percentual votaria em um candidato do PT? Não.

Vale lembrar como foi a votação Dilma/Serra em São Paulo. Isso porque Dilma Rousseff “não é nenhuma Brastemp”® (provavelmente a frase pertence à própria Brastemp). Na cidade, o tucano ficou com 54% contra 45% da candidata petista. Em termos absolutos, um pouco menos que 470.000 votos, e corresponde apenas a um pouco mais da metade do número de habitantes do bairro do Capão Redondo.

Se ampliarmos o escopo ao estado inteiro, mantendo o percentual (e foi isso que aconteceu) essa diferença não chega a 2 milhões de eleitores. Parece muito? Depende do interesse de quem avalia os números. Vale lembrar que o número de eleitores que não compareceram às urnas equivale a 2,5 vezes a diferença entre Serra e Dilma, nas duas esferas.

Parece muito ainda? Não.

O mais interessante é a própria visão dos partidos que compõem as administrações municpal e estadual a respeito dos próprios eleitores, nas entrelinhas tratando-os como o gado que anda em sentido único para o abate.

Na semana passada, o presidente nacional do DEM, o senador Agripino Maia, afirmou que a parceria do PSDB com o DEM e o PSD é inevitável caso Serra seja o candidato. O que ele deve pensar que é inevitável é que o próprio eleitorado engula essa manobra que não passa de um grande fraude e desrespeito à cidade que é a maior do país e, com certeza, merece políticos realmente à altura de sua complexidade.

E quando eu digo “altura”, não me refiro à pretensão de José Serra à presidência que, de tão alucinado, chega a se confundir com a do personagem da Warner Bros. criado por Tom Ruegger e Steven Spielberg que tenta, toda noite, dominar o mundo.

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